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Desafios do Brasil para a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016
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Painelistas apresentam ações que devem ser empreendidas para o sucesso dos dois eventos

Postado em: 16/07/2010 11:47 | 0 comentários


Pedro Lacerda

O papel das carreiras jurídicas nos projetos Copa 2014 e Olimpíadas 2016 foi o tema do segundo painel desta sexta-feira (9), último dia do II Congresso Brasileiro das Carreiras Jurídicas de Estado. Participaram do painel o diretor Financeiro e de Administração da Infraero, Mauro Roberto Pacheco Lima, o representante da Autoridade Pública Olímpica, Wladimyr Camargos, e o consultor-geral da União, Ronaldo Jorge Araújo Vieira Júnior.

O diretor da Infraero, Mauro Roberto Pacheco Lima, iniciou sua participação apresentando a estrutura da empresa aos participantes. Presente em todos os estados da Federação, a Infraero é a terceira maior operadora de aeroportos do mundo, com um fluxo de mais de 128 milhões de passageiros somente no ano de 2009. Segundo Lima, o plano de investimentos para os próximos quatro anos é audacioso e inclui projetos de reforma e ampliação de aeroportos. “Vamos investir cerca de R$ 6,48 bilhões no período. Até 2013, esperamos que toda a infraestrutura necessária para atender à demanda da Copa esteja pronta”, afirma.

Lima falou ainda sobre a Medida Provisória 489, que possibilita a inversão de fases nos processos licitatórios relacionados aos investimentos da Copa 2014. “A gente acredita que a normatização dessa medida vai propiciar ganhos de prazo e celeridade para conseguirmos concluir as obras em tempo hábil”, avaliou.

O representante da Autoridade Pública Olímpica, Wladimyr Camargos, também mostrou-se otimista com os projetos que estão sendo desenvolvidos para a realização dos dois eventos esportivos. Na avaliação dele, os projetos demonstram a capacidade econômica e de organização que o país atingiu. “São investimentos e obras que mudarão a cara do pais. Imagine o legado que será deixado para as futuras gerações no que se refere a transporte e infraestrutura”, observou.

Um estudo encomendando pelo Ministério do Esporte a um grupo de consultores estimou que a Copa do Mundo de 2014 vai gerar R$ 183 bilhões para a economia brasileira, num período de dez anos, de 2010 a 2019, em investimentos diretos e indiretos. Segundo Camargos, isso refletirá na criação de mais de 710 mil postos de trabalho, e mais de três milhões de turistas deverão acompanhar a Copa no Brasil.

Segundo o Consultor Geral da União, Ronaldo Araújo, os gargalos de infraestrutura e de alguns marcos regulatórios estão entre os desafios encontrados, mas o principal problema é a falta de tempo. “Os estádios devem estar prontos até dezembro de 2012. É uma corrida contra o relógio, num evento que impõe a atuação do governo federal para que se tenha êxito”, salienta.

Araújo considera fundamental o estreitamento da relação entre os órgãos jurídicos e os técnicos do Executivo. Ele explica que o arranjo institucional é complexo e, por isso, há a necessidade de simplificar os mecanismos legislativos. Para ele, o comitê gestor, as diversas carreiras e os órgãos regulatórios devem atuar de forma coordenada, buscando uma solução conciliada para os problemas. “Há um grande esforço a ser empreendido por todo nós para que possamos realizar com sucesso esses dois eventos”, destaca.

Fotos: BG Press




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